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Uma Longa Jornada

Esta é a história inspiradora de um querido amigo, Arlindo Moraes, também conhecido no mundo espiritual como Nagarjuna.  Ela transporta o leitor através de vários estágios: sofrimento, a descoberta do caminho espiritual, o trabalho sobre o ego para a construção de uma autoimagem positiva, a busca pela iluminação através da meditação e ensinamentos da Neo-advaita, o desenvolvimento de uma mente tranquila, a descoberta do ingrediente ausente...autoconhecimento... o crescimento de um intenso desejo de liberdade na forma de contemplação do Eu, a chegada do autoconhecimento e a realização de que o fruto do autoconhecimento...satisfação plena...não representa o fim, dedicação total ao Vedanta, os métodos para o autoconhecimento, e a satisfação autoconfiante que vem do controle de seus próprios medos e desejos.  A devoção à verdade é sempre difícil, mas se houver perseverança, a recompensa será um generoso benefício.  Se desejar um contato com Arlindo, o qual fala Português, Italiano e Inglês, eu inclui seus contatos abaixo" James Swartz.

Autobiografia

Eu nasci em Niterói, RJ em 1955, em uma família de classe média. Minha criação está longe de ter sido saudável e aos 20 anos eu estava cheio de noções e sentimentos negativos sobre mim mesmo e sobre o mundo.  Mesmo com todo o sofrimento emocional, eu me graduei como engenheiro aos 22 anos, porém, minha carreira não durou muito, nem meu casamento. Eu rompi com tudo e me tornei um discípulo/devoto de um famoso guru, Bhagwan Shree Rajneesh, mais tarde chamado de Osho.

A minha vida em sua comunidade era intensa, vibrante e cheia de desafios psicológicos. Era o ambiente espiritual perfeito para processar emoções negativas e construir um senso de identidade individual mais positivo. Na época em que Osho deixou seu corpo, eu já havia perdido quase todo interesse pelas atividades do ashram.  Em seguida, tornei-me discípulo de Sri H.L. Poonja, também conhecido como Papaji, um discípulo de Ramana Maharshi, que vivia em Lucknow, uma cidade suja e barulhenta perto de Deli, na Índia.  Embora Papaji não tivesse uma verdadeira metodologia de ensino, ele possuía boas indicações que me apontaram para a verdade, a Consciência pura que todos somos. Sua mensagem era simples; desvie sua mente de objetos de experiência e a mantenha em sua fonte, o Ser Universal. Ele era também um Guru Shaktipat e estar em sua presença era uma grande oportunidade para experiências do Ser e outras epifanias. Mas a maior dádiva que dele recebi foi a introdução a dois importantes sábios espirituais, Ramana Maharashi e Nisargadatta Maharaj.

 

As poderosas palavras de Nisargadatta tornaram-se minha principal fonte de inspiração. A minha vida em Lucknow era tranquila e confortável com muitos Satasangs e tempo para ler livros sobre espiritualidade.  No entanto, Papaji estava preocupado com a educação de meu filho e me disse que retornasse ao Ocidente para proporcionar-lhe uma educação formal.  Eu não gostei muito da ideia, pois estava habituado ao estilo de vida da Índia e senti que, talvez, meu bilhete para a iluminação estivesse cancelado para sempre.

 Na Europa, eu ganhei e perdi dinheiro e acabei indo para a região noroeste dos USA, no Pacífico, perto de outra comunidade espiritual.  Eu participei de alguns retiros e estudei com alguns professores modernos chamados “non-dual” (não dualísticos) que basicamente ensinam a dualidade. 

 

Na primavera de 2011, eu já estava perdendo a esperança em Moksha, até que minha longa meditação “Eu Sou” sobre pensamento-sentimento, inspirada pelo meu querido guru Nisargadatta, começou a dar frutos na forma de experiências espontâneas de paz, amor, e contentamento.  Minha mente estava se tornando satívica. Ao mesmo tempo, os ensinamentos do mestre de Nisargadatta, Sri Siddharameshwar Maharaj, me fizeram compreender em um momento de clareza que nenhum estado de consciência, contentamento, amor ou êxtase experiencial, iria solucionar minha busca pela felicidade permanente, pois todos os estados produzidos por minha meditação sempre terminavam, deixando-me novamente com sede por mais.  Eu disse à minha esposa, “Eu jamais irei meditar novamente!”.

 

 A busca continuou por mais um tempo, porém, desenvolvi um profundo desinteresse por felicidade experiencial.  Alguns meses se passaram e eventualmente percebi que meu problema não estava em obter a experiência correta de iluminação, mas sim no fato de que eu ignorava minha verdadeira natureza Absoluta.  O que eu anteriormente considerava como meditação tornou-se uma contemplação intuitiva dentro da natureza da Consciência Pura.  Era mais como uma prece, um desejo ardente de saber de forma direta minha verdadeira identidade como o Ser Universal. Em minhas preces eu costumava invocar Deus para que levasse meu corpo físico como troca, a fim de que Ele revelasse minha verdadeira natureza.  Em pouco tempo eu compreendi e assimilei a noção “Eu sou a Consciência Pura”.

 

Mas isto era apenas o começo e não significou liberdade real dia após dia. O conhecimento de minha verdadeira natureza Absoluta estava claro, mas eu não entendia por completo as implicações deste conhecimento.

 Eu precisava de um conjunto completo de conhecimento que não apenas revelasse a natureza não dualística da realidade como o Ser Universal/Absoluto, mas que também me libertasse da necessidade de objetos de experiência distintos, para que me sentisse completo permanentemente.

 

Foi quando Isvara enviou-me um livro escrito por James Swartz chamado “How to attain Enlightenment” (Como atingir a Iluminação). As palavras do Vedanta penetraram minha alma como uma flecha.  O elo que faltava foi encontrado.  Eu recebi o Vedanta em meu coração e deixei de oferecer satsangs aos meus amigos. Lentamente, mas com segurança, os ensinamentos do Vedanta produziram em mim a sólida convicção de que como Ser Absoluto; “Eu sou pleno, inteiro e completo”, e com este rigoroso conhecimento, desenvolveu-se um grande desinteresse/desidentificação por meus desejos e medos.

 

Afinal, o verdadeiro Moksha/Liberação é estar livre de vontades, necessidades ou dependência de qualquer tipo de experiência, o que é apenas possível através da total compreensão da natureza da Consciência, revelada de forma brilhante pelos ensinamentos do Vedanta.

 

Morei em uma pequena cidade nas montanhas, próxima a São Paulo, no Brasil onde vivi tranquilamente como um chefe de família aposentado e compartilhando meu autoconhecimento com um pequeno grupo de amigos em São Francisco Xavier. Minha paixão por Vedanta fez com que eu continuasse meus estudos sob a orientação de meu querido professor, aquele que trouxe a Verdadeira Liberdade para a minha vida, através dos antigos ensinamentos dos Upanishads, James Swartz…carinhosamente conhecido como Ramji.

Atualmente moro na Itália e tenho viajado á Índia anualmente para ministrar Seminários de Vedanta, bem como também a alguns países da Europa. No Brasil estou ministrando um curso online de Vedanta para um grupo de alunos sedentos por este conhecimento que liberta e juntos temos trabalhado para disseminar a verdade das escrituras neste país.

Nagarjuna

VEDANTA 

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